A mensagem de esperança e de empoderamento feminino reforçada pelo filme da Mulher-Maravilha

Chama atenção como Diana se impõe ao “mundo” dos homens no início do século XX, participando de reuniões governamentais restritas ao sexo masculino, deixando claro suas opiniões e convicções

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Dirigido por Patty Jenkins, o filme Mulher-Maravilha surpreende pela mensagem de esperança que transmite ao mundo, especialmente em períodos de grande intolerância política e religiosa. Após três atentados em Londres este ano – o mais recente na noite do último sábado -, as pessoas podem ser levadas a pensar que os homens são mais cruéis do que deveriam, que o mal pode vencer o bem. Pois é justamente o contrário que o primeiro filme de super-heróis protagonizado por uma mulher mostra ao público.

Diferente de outros personagens da DC, a ingenuidade de Diana Prince, interpretada pela atriz israelense Gal Gadot, faz com que ela consiga enxergar o que há de melhor na humanidade, mesmo em um de seus momentos mais sombrios. O filme se passa durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando a deusa amazona decide enfrentar os horrores da guerra para tentar evitar a destruição em massa com o desenvolvimento de uma arma química pela vilã Doutora Veneno.

Uma das cenas mais expressivas acontece quando ela sai da trincheira para enfrentar o exército alemão. Como uma líder que acredita no melhor das pessoas, ela atravessa o campo de guerra, utilizando os seus poderes divinos para abrir caminho aos amigos e à população que sofria com as consequências do conflito em toda a Europa. A cena emociona e vem repleta de significados que transcendem ao ambiente de uma guerra, tais como coragem, amor ao próximo, desprendimento para lutar contra as injustiças, trabalho em equipe e empoderamento feminino.

O contraste entre Mulher-Maravilha e o mundo que a cerca é claro no discurso e também no campo visual. A direção de arte recriou o campo de batalha da Grande Guerra, utilizando uma paleta de cores bastante escura e morta, contrastando com as cores vibrantes do uniforme de Diana Prince. Este foi um recurso para destacar como a personagem é especial, inspiradora e exemplo para tantas outras mulheres que querem fazer diferente, seja no campo pessoal, profissional ou político.

Também chama atenção como Diana se impõe ao “mundo” dos homens no início do século XX, participando de reuniões governamentais restritas ao sexo masculino, deixando claro suas opiniões e convicções. A cena reforça como as mulheres devem se sentir seguras, autoconfiantes e preparadas para disputar posições de destaque, em quaisquer áreas.

Cada vez mais, o assunto da diversidade vem ganhando espaço nas corporações, atraindo profissionais de diferentes gêneros, origens e raças, de forma que possam se identificar e se sentir representados. Na América Latina, existem várias mulheres em posições de liderança em grandes corporações.

Ao assistir ao filme da Mulher-Maravilha, penso que a atuação de Gal Gadot nos representa ao fazer de sua personagem um ícone do empoderamento feminino, estimulando que as mulheres façam realmente aquilo que buscam, mantendo o equilíbrio, a sabedoria e a sensibilidade. Que as novas gerações de meninas do Brasil se inspirem no símbolo da personagem e na mensagem de amor e esperança que a Mulher-Maravilha nos deixa.

Monica Herrero é CEO da Stefanini Brasil, multinacional brasileira presente em 41 países

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/entretenimento/a-mensagem-de-esperanca-e-de-empoderamento-feminino-reforcada-pelo-filme-da-mulher-maravilha/119910/